quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Em Memória
domingo, 9 de maio de 2010
Minha Última Poesia de Amor

Ele estava na cozinha,sentado.
Admirava o corpo dela em movimento,tão vibrante,juvenil.
Tão único,conclui.
"Te amo",ele diz.
Ela vira-se para ele,senta no seu colo e o olha nos olhos.
"Te amo",sussura.
"Eu te amo muito",diz ele.
Ela sussurra em seu ouvido:"eu te amo muito também" e lhe beija demoradamente.
"Mas eu te amo muito mesmo,você entende"?Ele insiste com uma voz suplicante enquanto aperta os braços dela com energia.
Ela puxa seus cabelos com força,ele se excita.
"Mas eu a amo mais que tudo,não só seu corpo,mas sua alma,sua essência.Queria que você entendesse".
"Eu entendo",diz ela sorrindo.
"Não,ela não entede",pensa ele olhando para o rosto dela.
Falta-lhe palavras para explicar o quanto a ama.
Ele segura sua cabeça,toca de leve sua nuca e a encara.
"Eu morreria por você ,daria minha alma por uma eternidade ao seu lado".Ele aperta sua nuca com mais força.Quer que ela compreenda realmente o tamanho do seu amor por ela.
Ela não sorri mais e o olha,perturbada.
"Também te amo" ,ela diz com uma voz trêmula.
"Te amo mais do que a mim mesmo",ele fala.Seus olhos brilham e tremem alucinados.
"Eu também...",mas não consegue completar a frase.
Ela sente a faca penetrar seu peito .
O sangue escorre delicadamente pelo seu seio.
Seus olhos se encontram.
"Te amo",ele diz.
"Te amo",ela insiste...
Um fio de sangue escorre dos lábios.O derradeiro beijo.
Ele desliza os últimos centímetros da lâmina no corpo dela,que convulsiona.
As batidas do coração cessam.
Ele sente.
Ela não.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Máscara...

Desejo refletir,
Além do humano,
Do sangue,do receio e do caos.
Refletir eu mesmo,
Em você quem sabe?
Não quero ver maquiagem,
Sombra ou batom em sua face.
Quero saber do humano despido,
Invadir para além da carne.
Quero beber espasmos de tuas verdades,
Penetrar tua palavra íntima.
Retirar a máscara de tua existência,
E sorver sem culpa,
A essência de seu afeto.
domingo, 5 de outubro de 2008
O Vício em Desistir

Subia o morro.
Seus passos seguiam vacilantes,brincando com as pedras da passagem.Uma nuvem se formou no seu caminho.
Sua mulher e seu filho sorriam.Tentou segurá-los,mas desvaneceram diante de seus olhos.
O cheiro de álcool em seu corpo trazia de volta a lembrança de quem era.E ele queria esquecer tudo.Mas as pedras não deixavam,o odor do seu corpo não deixava,o som da favela não deixava.
Barulho dos infernos!Sussurrou
Mais uma nuvem de sonhos surgiu em sua frente.Lembrou-se de quando chegara naquele pedaço de chão e que hoje se apresenta naquela favela.
Viu os animais no pasto,o gado vistoso e a grama verde.
Tudo se foi.Os animais que ocupavam aquele lugar eram outros.
Eram pretos,brancos,putas,ladrões,malandros.Alguns trabalhadores da esperança e toda sorte de gente.Os animais dantes se alimentavam melhor que aquela gente desgraçada e esquecida por Deus.
A nuvem se desfez novamente e ele viu que estava perdido no meio daquelas vielas.
Perdido.
Essa palavra saiu forte de sua boca,quase que um grito.Ele era o homem mais perdido do mundo.
...
Dezoito anos.Seu filho com certeza já seria um homem.
Ele ali,covarde,trapo de gente.Não conseguiu completar sua missão.
Com o trabalho promissor de capataz logo conseguiria trazer a mulher e o filho que nem viu vir ao mundo.
Mas fez amigos,conheceu mulheres e caiu no vício da bebida e do cigarro.
O dinheiro mal dava pra comprar sua comida.
Depois a fazenda foi acabando,todos tiveram que buscar outra coisa para fazer.
Mas ele foi ficando.Viu a favela nascer.
...
Tentou andar mais erecto.Desejava ver as horas no velho relógio de pulso.
Estava escuro,queria saber o quão tarde era.Não conseguiu enxergar.
Acabara de decidir que não beberia mais.
Iria procurar o filho e a mulher.Reparar seu erro.
Seus olhos brilhavam.
Sorriu.
Um zumbido atravessa o ar.
Um corpo desaba,inerte.Pela primeira vez,silêncio...
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
* Raison D’être

Contrações... Elas estão se tornando cada vez mais freqüentes, apesar de acreditar estar no ápice de minha saúde, parece que meu organismo não é mais o mesmo, como se recebesse estímulos estranhos, alheios a minha percepção. Toda vez que elas acontecem tento me convencer que são apenas distúrbios de ordem natural, talvez devido as variadas influências dos ambientes ao qual sou exposto, mas meu inconsciente parece me apontar para algum processo irreversível, que apenas poderia ser discernível dentro das engrenagens dos níveis superiores do próprio mecanismo evolutivo da mãe natureza.
Vivo sorrateira e solitariamente dentro da Unidade, o próprio ambiente me provem de tudo que eu preciso, os outros não me dizem respeito, e a recíproca se verifica. Parece que existe um instinto coletivo que nos faz reconhecer os ambientes os quais poderemos melhor nos adaptar; como um chamado que urge em todos nós, que não dá margem para divergências, se não existem divergências, não há necessidade para diálogo.
Mesmo com os benefícios dessa “coletividade”, sempre me indaguei sobre qual o real significado desse arranjo se não existe nenhuma empatia entre os indivíduos, como um aglomerado de entes solitários. Essa nossa interdependência me permite usufruir o que os outros podem me oferecer e vice-versa, mas nem por isso eu sei alguma coisa a mais sobre o outro e, conseqüentemente, nem de mim mesmo nesse processo.
Continuar vivendo! Essa parece ser a única meta, mas será que eu é que estou errado em ficar questionando o “status quo”? Será que eu sou o único a levantar tais questões? Bem, é difícil saber, já que todos estão presos em nosso pragmatismo. Não sei se meu pensamento tem alguma relevância. É difícil conjecturar fora de um padrão que é o único conhecido. Vez por outra sinto a necessidade de tentar transmitir este sentimento a outros, mas essa empreitada, além de estranha, não natural, seria sem sentido, uma vez que não existem quaisquer laços entre eu e outros indivíduos. Bem como muitos se vão e nunca retornam e novos sempre aparecem.
Eu nunca havia pensado sobre a minha condição antes de começar a sentir essas diferenças em meu próprio corpo. Concomitante a isso, outras questões começam a surgir. Será que a minha existência terminará em algum momento? Existe algum propósito maior? Continuar vivendo... será mesmo a única meta?
Eu quase posso perceber as respostas. Sinto algo iminente. Um vazio que eu não percebia antes, como se algo irremediável se aproximasse ao qual eu seria apenas um peão ou um mecanismo no fluxo dos acontecimentos.
Mais uma vez! Mas há algo diferente agora. Está mais intenso. Elas vinham me atingindo com mais e mais intensidade, mas nunca algo parecido com isso. Me sinto paralisado. Ao redor percebo as coisas turvas e confusas. Aos poucos vou perdendo meu senso de orientação. Uma sensação nova vem me preenchendo e não consigo mais sentir a Unidade. Parece que vou me desconectando de alguma forma. O que está acontecendo? Será que aquele acontecimento derradeiro de que meus instintos me preveniam está se aproximando?
...
Silêncio e escuridão... Por quanto tempo fiquei fora do ar? Eu ainda não me sinto eu mesmo. Não sei o que acontece ao meu redor. Há algo estranho. Que sensações são essas? Será que elas pertencem a mim mesmo? Sinto meus sentidos desvanecer. Parece que minha consciência está sendo sugada para algum lugar, ou para lugar algum.
Parece que há mais alguém e ele não está sozinho. Será que ainda sou eu mesmo?
1-Eu me percebo.
2-Eu também.
1 e 2-E nós percebemos você.
Estou desvanecendo, sinto que logo não serei mais, mas isso não é mais relevante, pois parece que eu não sou mais único. Preciso não estar mais aqui para que as coisas se renovem. Então isso na verdade não é um fim, mas apenas um reinício. Vida e morte são complementares.
...
1- ...Eu sinto minha existência. Minha intuição agora me permite entender o meu papel dentro da Unidade...
2- ...A Unidade! Agora que estou aqui começo a entender o que devo fazer...
-x-
-Puxa, professor! Viraram dois! Do balacobaco!
-Sim, meu filho. Como eu já havia explicado antes, este é o processo de divisão celular. Ou seja, é como os unicelulares se reproduzem. Tomem cuidado com o microscópio, viu gente?! Lembrem-se que a escola não tem muitos...
( *Raison D’être: Razão de Ser.Conto escrito pelos meus companheiros Marcelo Albinati e Ronaldo de Paula, que fazem Letras comigo na UFSJ )
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Reminiscências do Sentir não Sentido...
Não conseguia definir quando se conheceram.
Conversaram e sentiram uma afinidade.
Talvez o olhar,talvez a pele,talvez a impaciência dela,quem sabe a curiosidade dele.
Ela gostava de falar,ele de ouvir a sua voz suave.
Não sabiam ainda o que era ou o que estava se transformando.
Decidiram ir pelo mesmo caminho.
Pararam para observar estrelas.
Ele pisou delicadamente no All Star azul e aguardou sua reação.
Ela sorriu...
Se olharam nos olhos e por um segundo o tempo parou.
Tchau,disse ela.
Até mais,disse ele.
Cada um seguiu para uma direção.
Não se amaram,não sentiram o gosto da boca um do outro,não brigaram,não sobraram cartas nem fotos.
Ele não zangou-se com ela.
Ela não sentiu nojo dele.
E quando se vêem,sorriem e se cumprimentam.
O amor não aconteceu.
E ele nunca escreveu sobre ela.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Morrer Acontece...

Você pode estar sentado no sofá,assistindo a mais um episódio de "Os Simpsons" e de repente você sofre uma ruptura de aneurisma cerebral e morre.Nem vai ficar sabendo que morreu.Vai achar que fechou os olhos para espirrar.Esse é o tipo de morte em que as pessoas olham o defunto no caixão e dizem:"Coitado,era tão bom...morreu e nem ficou sabendo".
Tem também aquela morte em que a pessoa sabe que vai morrer (tem um câncer maligno que se espalhou pelo corpo) e tem que ficar esperando.Primeiro vem o desespero,depois a resignação.Depois, a impaciência, porque a morte de vez em quando atrasa.No velório vão dizer como o sujeito era bom e o clichê "descansou,coitado".
Não podemos esquecer de quem morre porque quer:o suicida.É o cara que decide não esperar a morte,é talvez um impaciente ou alguém que não se adaptou a este planeta,que não sabe viver e entender as coisas do mundo,cansado demais para continuar.E põe fim a isto tudo encerrando sua própria existência.Se não bastasse a dor de viver o suicida é torturado ainda com choros,velas e rezas.
E tem gente que consegue morrer vivendo.São pessoas que respiram,andam e se alimentam,mas estão mortas porque perderam a esperança. E a morte da esperança cria zumbis que não observam o mundo,as pessoas e toda beleza e tristeza da vida que o serve.
Morrer acontece,assim como morre esta crônica,simples,num ponto final.
"Todo mundo então era pérfido, mentiroso e falso? E lágrimas lhe vieram aos olhos, pois choramos sempre a morte das nossas ilusões com a mesma mágoa com que choramos os nossos mortos."(Guy Maupassant)
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Lula Merece Ser Canonizado

Vossa excelência, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, merece ser canonizado.
Apresento agora minha defesa pela beatificação do nosso querido (sic) Presidente.
Mudou com a família para fugir da pobreza da pequena Caetés (Pernambuco) e resistiu a fome e a miséria ;
Tem barba,assim como Jesus;
Por ter um coração puro,foi traído por companheiros que estavam mais para "judas" ,sendo inocente em todos os escândalos;
A exemplo do Cristo,fez a multiplicação da renda através do bolsa-família.Deu o pão a quem tinha fome (fome-zero) e gás a quem tinha fogão a lenha (vale-gás);
Inaugurou obras que ainda nem começaram,mostrando assim seu poder de vidência;
Assegurou o tratamento aos pobres e curou enfermos.Nunca na história desse país a saúde do povo esteve tão bem;
Todos puderam ver o "milagre" do crescimento em 2007;
Nesse ano inicia-se seu milagre mais importante,a transposição do Rio São Francisco (OH!!!).
Presidente é pouco,Lula merece virar Santo.
E como santo bom é santo morto,deixem que eu cuido da crucificação.
Amém.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Mãe, Minha Velha Criança...
Sempre quando me lembro de você, seu rosto me surge jovem, amável.
As rugas agora ocultam teu rosto, mas você continua bela, dentro de mim.
Zomba da minha magreza e dos meus cabelos brancos que cultivo desde criança,
Chamo-lhe pelo apelido que você não gosta,
Satisfeito, observo seu aborrecimento.
Rezo ao seu lado aos pés da imagem de São Jorge, mas não lhe conto meu ateísmo.
De vez em quando me pergunta pelo nosso cão,
Minto, dizendo que deve estar escondido debaixo de alguma cama.
Nefasto leito eterno.
Lembro-me...
Levava o alimento à minha boca, contando como eu iria ficar forte quando crescesse.
Hoje busco conter sua mão para que consiga nutrir seu corpo.
Quando a comida respinga sua roupa, eu sorrio para que você não sinta vergonha.
Lembro-me...
Caminhava do meu lado, ensinando-me a andar,
Agora caminho ao seu lado para que não perca seus passos diante do tempo.
Colocava me na cama cantando para eu dormir,
Eu a deixo na sua antiga cama,
Você brinca que quer morrer dormindo,
Fico na esperança de vê-la acordada amanhã.
Antes de sair, penso em algo que quero que saiba,
Mas você já pegou no sono.
Boa noite.
E Obrigado Minha Velha.
[Feliz Aniversário Mãe]
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Pra Não Dizer Que Falei de Flores

Eu não sou igual a você,
Embora pra onde?
A fome já não está mais só no campo.
Nas ruas carros, motos, pessoas.Tudo está tomado.
Há soldados armados, meninos armados.
Desistimos da guerra, abdicamos das armas.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Aviso Oficial: Diabo Abandona o Cargo!
Em uma declaração enviada a Jesus, (que protocolou, assinou, colocou em duas vias e enviou uma a Deus e outra à imprensa - entenda-se Rede Globo -) o Diabo abandonou seu cargo em meio a uma controvérsia sobre seu estilo de liderança e o escândalo Robin Hood – onde foi pego pela Polícia Infernal ajudando uma família ,que vivia com R$66,00 reais do Bolsa-Família, a ganhar na Mega-Sena.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Religiosidade Brasileira...

O Brasil é um país religiosamente diverso, com tendência de tolerância e mobilidade entre as religiões.(...)Esse tipo de tolerância com o sincretismo é um traço histórico peculiar da religiosidade no país.A população brasileira é predominantemente cristã.
Fonte: Wikipedia.
A seguir uma música que ilustra muito bem o sincretismo religioso no Brasil,composição de Rey Biannchi.
Católico Apostólico Baiano
Sou brasileiro também sou religioso acendo uma vela pra São Pedro e outra para Iemanjá,
Sou kardecista e aos domingos vou a missa tomo hóstia e água benta pro diabo me largar,
Sou macumbeiro sempre vou lá no terreiro conversar com preto velho para ele me ajudar,
Sou esotérico e às vezes fico histérico quando ouvi,
De Nostradamus que o mundo ia acabar.
Eu sou católico apostólico baiano,
Quando eu morrer eu não sei onde vou parar,
Não sei se vou para o céu lá de São Pedro,de Netuno ,de Odin,de Buda,
Oxóssi ou Jeová.
E sexta-feira botaram o Exú caveira o capeta e o tranca-rua,
Para virem me atentar e eu não sabia se chamava minha tia,
Se eu ia para um centro ou para igreja rezar
E desde cedo eu estava com medo e chamei Padre Quevedo
Para me exorcizar e acendi uma vela pra São Bento,para Buda,para Krsna,Maomé e Oxalá.
domingo, 3 de junho de 2007
O Preconceito Nosso de Cada Dia.

Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória que se baseia nos conhecimentos surgidos em determinado momento como se revelassem verdades sobre pessoas ou lugares determinados. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são o social, racial e sexual.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Procurei achar na internet uma explicação racional para o preconceito que o homem carrega dentro de si,foi em vão.Ódio por outra raça ou religião, raiva de nordestinos; aversão a argentinos; horror a homossexuais, etc...
Todos temos preconceitos, em maior ou menor grau, ele está presente no Brasil e no mundo todo, em você, em mim.
Eu tenho preconceito, admito com certo constrangimento.Quem não tem atire a primeira pedra (pra cima, de preferência porque hipocrisia é pecado).
Antes de escrever esse post fiz uma análise do meu dia para perceber meus atos preconceituosos: começou pelo mendigo que cruzou meu caminho de manhã, eu desviei sem olhá-lo; depois a música com batidas e rimas assombrosas que eu na minha casa era obrigado a curtir, graças ao “gosto” musical e ao rádio potente do vizinho.
Outras situações foram me mostrando durante o dia o tamanho da minha imperfeição.
Fiquei pensando como acabar com essa ferida aberta.
Tenho muito ainda que aprender a respeita o próximo, mas isso não me desanima.
Vejo as barbáries que as pessoas fazem por preconceito e sei que não tenho coragem para tais atos.Mas tenho que me curar dessa doença, tentar não passar para frente.
Na foto do post, vai um preconceito que eu tinha, que foi quebrado.
Então Salve,Salve nossos “hermanos”,e que eu consiga tratar como irmãos toda a humanidade.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Sua Santidade Papa Bento XVI, desejo MINHA excomunhão.
O Papa Bento XVI considerou pecaminosa qualquer manipulação genética, incluindo a clonagem terapêutica. (Revista Época)
A Igreja Católica excomunga liberalmente mulheres, quaisquer que sejam os motivos para o aborto, mesmo salvar a vida da gestante, mesmo que essa gestante tenha 8 anos (neste caso são os pais os excomungados), quer agora que sejam excomungados os cientistas que trabalham com células embrionárias! (Folha de São Paulo)
Papa é contra aborto, manipulação genética e casamento homossexual. (Veja)
O Quênia é um país em que apenas cerca de 28% da população é católica, mas a Igreja Católica praticamente controla a saúde e a educação.Quando o governo queniano declarou a AIDS como uma emergência nacional e tentou adaptar o uso de preservativos como uma forma de controlar a epidemia, a Igreja católica local reagiu violentamente contra tal medida, levando um dos membros do Parlamento local a declarar a Igreja católica como “o maior obstáculo na luta contra o HIV/AIDS”. (Notícias Uol)
******
Excomungar – Expulsar da Igreja, consiste em excluir ou expulsar oficialmente um membro religioso.Do latim excommunicare.
Estou decepcionado.
Como me tornar melhor se o que prega a Igreja hoje vai contra questões éticas, científicas e sociais que acredito? A Inquisição ainda permanece nas idéias ultrapassadas da igreja católica e dos homens que estão por trás dela. Inacreditavelmente, parece que a Igreja se esqueceu da Bíblia para pregar segundo sua vontade. Disse Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”.
Onde está esse amor, que excomunga pessoas que não concordam com os dogmas da religião católica?Por tentar fazer algo para salvar vidas? Acho que, já que é assim, deveriam excomungar os padres pedófilos, não é?
O mundo está mudando, se a igreja não acompanhar, continuará perdendo fiéis. Eu me vou, sem saudades, hoje me liberto.
Desligo-me das religiões, dos “–ismos” que dominam o mundo (catolicismo, protestantismo, budismo, espiritismo, etc.). Vou tentar Amar o Próximo e ser uma pessoa melhor, como desejara quando criança. Sem essa bengala chamada “religião”, vou me guiar, seguindo os passos do Divino Mestre, isso me basta.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
O que VOCÊ tem com ISSO?

Se você aceita a corrupção, corrompe alguém, você estará contribuindo para o aumento da pobreza.
A imagem te abala?Então lembre-se dela quando te derem troco a mais na padaria, quando pensar em subornar alguém.
O que adianta criticar os ministros e juízes que vivem aumentando os próprios salários, se em nosso intimo gostaríamos de estar no lugar deles,
disputando nossa parte no "mensalão”, fazendo as mesmas canalhices?
Precisamos mudar nosso comportamento, nossa moral, se realmente quisermos transformação.
Já dizia Rousseau "A melhor maneira de pedir a Deus é tornarmos merecedores do que desejamos."
Continuaremos merecedores dos vampiros de Brasília, enquanto nosso sangue for compatível à sede deles.
Não basta fugir ou fingir que não vemos os abutres, é preciso abatê-los, matá-los de fome.
Quer saber mais?
Visite o site da ONG Transparência Brasil em http: //www.transparencia.org.br/
Abaixo uma Ode à Corrupção, autoria de Elisa Lucinda e popularizado pela maravilhosa cantora Ana Carolina.
Só de Sacanagem
Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais! Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz!
Meu coração está no escuro, mas a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. "Não roubarás!", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar!
Até hábeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear!
Mais honesto ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: "Deixe de ser bobo! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!"
E eu vou dizer: "Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos."
Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambau!
Dirão: "É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!"
E eu direi: "Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!"
Sei que não dá pra mudar o começo,Mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o Final!
sábado, 21 de abril de 2007
As Rosas Não Me Prendem Mais...

Minha cidade se encontra em ruínas,
Ratos devoram o asfalto, juntam entulho, destroem praças,
Buracos consomem sonhos,
Tudo ao redor é tristeza. Semblantes tristes, céu triste, eu triste.
A cada passo que dou meus pés vão se desprendendo dos laços com a terra,
As raízes não levam mais a esperança ao meu corpo, e o que era verde aqui não existe mais,
Pisoteava as rosas,sentia os espinhos penetrarem minha carne
A dor me ensinava.
E eu largava para trás minha loucura, que caia em terra estéril,
O futuro cruzara divisas, bebia na fonte da esperança,
Pela primeira vez meus olhos acompanhavam sua direção.
Meu coração já se fora, longe,
Está em qualquer outro lugar.
Esperando por mim.


